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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

A necessidade de mudança

  Hoje em dia, fala-se muito em mercado, fala-se em mercado como um lugar onde vendedores e compradores cruzam os seus interesses, não somente o mercado semanal de produtos hortícolas, mas a definição global de mercado. O mercado de acções, o mercado de trabalho, o mercado disto e daquilo, mas esquece-se por vezes da característica última do mercado, a desigualdade ou a concorrência imperfeita. Desengane-se todo aquele que pensa que ser comunista é ser contra o mercado ou o funcionamento da economia, trata-se sim de apoiar todos, de dar a mesma oportunidade a cada um. E é esta a palavra-chave do socialismo, uma vez mais repito, socialismo não é nada a ver com o partido socialista! A oportunidade é a palavra-chave que contrabalança o pender entre o capitalismo e o comunismo. O capitalismo é o salve-se quem puder, o comunismo é a mútua ajuda, o capitalismo não olha a meios, o comunismo planifica esses meios, o capitalismo assenta no egoísmo, o comunismo assenta no cooperativismo. Ou seja ser-se capitalista não é ter visão de grandes mercados ou de grandes projectos, é ser-se individual e não olhar para mais nada. O capitalismo resume-se a enriquecer com a desgraça e exploração alheia. Tal e qual a selva, mas nós seres humanos somos classificados como seres sociais, que dependem da sociedade para viver, então como podemos deixar que parte da sociedade fique para trás, deixada à sua própria sorte quando jaz prostrada no fundo do poço?

O mercado verdadeiro e autêntico deve funcionar na perfeita concorrência, aquela em que não há escolas privadas porque todos têm direito à escola pública, onde de um hospital um paciente não tenha de ser transferido porque não pode pagar a sua saúde, numa concorrência perfeita, pagaríamos o preço justo da electricidade ao Estado, porque o Estado ou seja nós próprios detenteríamos a nossa empresa de distribuição eléctrica, de água etc.

Não é justo que um quinto da população tenha direito a tudo do bom e do melhor, porque apenas estão sentados nas presidências das empresas, dos governos e que contabilizado bem, não contribuem para o desenvolvimento, apenas sacam dinheiro para os seus bolsos, enquanto o resto da população trabalha de sol a sol, indo 15 de férias, enquanto o Sr. Sócrates vai para África e partir pernas nas estâncias de Sky e diz que devemos apertar o cinto. Toda esta população necessita e já de uma mudança radical, para bem do país!

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PC Blog: Virgilio Alves às 16:59
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8 comentários:
De Bruno Silva a 2 de Outubro de 2008 às 15:10
Parabéns pelo artigo com maior quantidade de demagogia por cm2.. Então é o comunismo que defende a concorrência perfeita???? Essa é a pedra basilar mas do Capitalismo.. Esse Neo-Comunismo é uma treta ignorante.. ou se é Comunista e se defende que tudo deve pertencer a um estado comum onde não existe mercado (o que traría enormes ineficiências, mas isso é outra conversa) ou então, aceitando-se a propriedade privada, é-se Capitalista ponto final. Poder-se-á é ser mais ou menos liberal. O discurso que aqui li é claramente capitalista, porém menos liberal.
A verdade é que o ser humano pensa primeiro em sí e nos seus, só depois pensa no resto e é completamente utópico, se não hipócrita, pensar o contrário. Aproveitando a pró-actividade natural dos individuos, quando estão a fazer algo cujos os resultados recaiam directamente em sí, para responder às necessidades da sociedade é sem dúvida o melhor sistema. O que é necessário é uma legislação que balize essas acções de modo a que se centrem e actividades benéficas para a sociedade. Isto é o capitalismo, não uma selva onde cada um faz o que quer, mas sim um conjunto de leis que regulem a actividade privada por forma a que esta, em concorrência, providencie os melhores bens e serviços para a sociedade a preços que resultem de uma eficiente gestão de recursos produtivos.

Agora, obviamente que não é perfeito, mas nenhum sistema algum dia o será, por um simples motivo: é composto por seres humanos, e estes não são perfeitos, logo qualquer sistema não o será. A corrupção ou abusos de poder são falhas do ser humano, não do sistema (também existiam nos sistemas comunistas, e não era pouco).

Os pobres não são pobres porque outros são ricos, diferenças de rendimento também podem ser vistas como diferenças de valor criado. O problema é que o valor é algo muito volátil, o que hoje tem amanhã pode não ter. Os nossos rendimentos são guiados pela procura e oferta do tipo de serviço que prestamos. Recuso-me neste momento a pagar 5€ por uma garrafa de àgua, mas pagaría tudo o que tenho por uma se estivesse a morrer à sede no deserto. O mesmo bem, a mesma pessoa porém o nível de valor dado é muito diferente. Aqui entra a definição de dinheiro, este não é mais do que a unidade de medida de valor. Portanto, aquilo que produzimos ou o que é nosso (capital) produz, é medido no mercado em termos de valor e é nos retribuído na integra (tirando o que vao para o estado). É uma treta dizer-se que se trabalha para o patrão, nos trabalhamos para o salário, o patrão ganha o rendimento do capital (máquinas, edifício, carteira de clientes, marca, etc..) o que é claramente justo visto que em vez de investir dinheiro ( e criar empregos) ele podería ter feito outra coisa qualquer. Ou eu me mexo e aprendo ou desenvolvo algo que os outros não saibam mas que precisam (e todos ganham com isso) ou então tenho preguiça de o fazer e vou-me queixar porque os outros ganham mais.

Acrescento ainda que vocês (comunistas) têm uma atitude mimada perante tudo de bom que o capitalismo já vos deu. Têm casa, computador, telemoveis, máquinas de lavar, frigoríficos, viagens de carro, combóio e avião, segurança, justiça, educação, saúde, etc.. e tudo isto a preços bastante razoáveis comparando com o que custavam no passado. Isto deriva da concorrência activa das empresas, e na constante busca pela excelência dos processos produtivos. Muitas vezes isto implica despedimentos cá, mas dá emprego a alguém do outro lado do mundo e que certamente precisa mais. Para além disso é um sistema que efectivamente funciona e com provas dadas (ao contrário do comunismo).

Finalizo dizendo que o caminho não é "Manifs" e revoluções, é sim dinâmica empreendedora, mais e melhor capitalismo, se houver mais valor ele naturalmente se dividirá por toda a gente, desde que se mexam claro!!

Bruno Silva - brunosilva_ucp@hotmail.com
De Antigo Mail a 3 de Outubro de 2008 às 14:08
Parabéns pelo comentário com mior Ego e do (eu é que sei economia).
Pois, também sei economia. Em primeiro lugar, o Sr. que se julga tão douto em economia, profere essa frase, "Então é o Comunismo que defenda a concorrência perfeita?" Ainda acredita na concorrência perfeita? E mais lhe digo o sistema comunista garante com muito mais facilidade a concorrência perfeita do que o capitalismo, uma vez que é planeada a economia e assim impede-se as principais causas da concorrência imperfeita, aquisições e fusões arbitrárias.

Com que então os pobres não são pobres porque os ricos são ricos?
Certamente tão douto em economia sabe o que é a Curva de Lorenz? Se sabe, genericamente é o gráfico que explana a relação real de distribuição e a desejável. Porém em Portugal essa curva tem vindo a deslocar-se para o extremo. Ou seja A CLASSE MEDIA QUE É A PRINCIPAL IMPULSIONADORA DE QUALQUER SISTEMA OU MERCADO ESTÁ CADA VEZ MENOS "RICA" FACE À DISTRIBUIÇÃO DOS RENDIMENTOS, e é preciso distinguir entre diferenças salariais pelo valor real, de diferenças salariais avultadas, isto é: Aceita-se por exemplo um gestor ganhar 500 u.m., e um bancário ganhar 300 u.m., mas no mesmo caso, não se aceita o gestor ganhar 2500 u.m. enquanto o bancário apenas 300 ou 400 u.m.
Tanto o capitalismo é uma selva e por isso vê-se o que se passa agora nos EUA!
E ah sim, conte outra, os investidores vão para outros lados porque têm pena dessas pessoas, por isso é que as sapatilhas que você deve usar da Nike, produzidas nos países asiáticos e vendidas no mundo dito "ocidental" na ordem da centena de euros unidade (par), mas sabe por ventura quanto ganha um operário por unidade produzida? Se chegar ao euro é muito bom. E os 199 euros é custo de produção? Não, aqui despede-se para se EXPLORAR no oriente! Nada mais.
Têm tudo de bom que o Capitalismo vos deu (os comunas), olhe eu nem respondo, acaso os comunistas são mártires? Acha que não tenho direito a vida condigna? Não? Infelizmente não tenho casa, tenho de pagar renda, e não posso comprar aquilo que gostava, só porque há pessoas (como você) que se sentem no direito de desrespeitar a equidade e igualdade porque herdaram uma casa dos papás! E muitos nem isso conseguem preservar, sabe aqui em Tomar, uma das maiores empresas do país faliu, porque os filhinhos e familiares que nunca tiveram de se esforçar na vida, não souberam preservar este império indústrial, e hoje desapareceu, os melhore gestores que existem são aqueles que infelizmente tiveram uma infância onde não podiam comprar este ou aquele jogo, que tinham de ajudar em casa.
E muitos desses hoje felizmente têm algum respeito pelos outros. Não é como os filhos dos ministros que acabam de sair da universidade e tem logo emprego em cargos importantes do Estado. E aqueles muitos que esbanjam a fortuna dos pais. Ou aqueles que ganham milhões só para jogar!

MUITO BONITO O CAPITALISMO. PARA QUEM TEM DINHEIRINHO E NÃO FAZ NENHUM A NÃO SER ASSINAR PAPÉIS PORQUE É A SECRETÁRIA QUE OS TRAZ, É MUITO BONITO FALAR DO CAPITALISMO, MAS INFELIZMENTE OS 80 POR CENTO DA POPULAÇÃO NÃO PODE DIZER ISSO!

E ouça não confunda Economia ou Mercado com Capitalismo! Você não é o único que estudou Economia!
De Bruno Silva a 7 de Outubro de 2008 às 18:19
Vamos então sair de um plano hostil e passar a uma discussão construtiva.

1º Ponto - Obviamente que a concorrência perfeita é uma utopia, mas isso deve-se a assimetrias de informação que derivam da impossibilidade física de toda a gente saber tudo sobre todas as coisas. Ou então de situações que qualquer economia, por mais liberal que seja tem como proibidas: O Monopólio e o Oligopólio. E que quando existem, volto a frisar, derivam de falta de carácter humano, não do sistema.

2º Ponto - Curva de Lorenz - Posso estar em erro, mas segundo essa curva, há uma redistribuição mais equalitária nos países com economias mais desenvolvidas. Apresentam o chamado Coeficiente de Gini mais baixo.
Eu acredito que o objectivo da economia é aumentar o bem estar de TODOS. Acredito que o caminho certo é o de uma distribuição saudável de rendimentos, porém, ao contrário do senhor, esta deve ser atingida não através de retirar rendimentos de quem meritoriamente os ganha para quem, por culpa própria ou não, não os produz mas sim, e remetendo para a explicação que dei sobre a volatilidade do valor, ter uma população activa a nível individual a eliminar os desfasamentos entre a procura e oferta dos vários sub-mercados do trabalho. Para melhor compreensão do que digo, imaginemos uma cidade onde toda a gente é licenciado em engenharia, ou gestão, ou economia, ou direito, mas apenas 3 ou 4 são pedreiros. Como todos os outros querem casa para morar, tenho a certeza absoluta que esses 6 pedreiros iriam ganhar mais do que a grande maioria das pessoas formadas e muitas dessas pessoas sairiam dos seus gabinetes para ir trabalhar na construção civil.
Certamente que a realidade para a grande maioria das pessoas é dura e a teoria não é tão simples. Mas o que não faltam são exemplos de pessoas que não nasceram em berços de ouro mas que com esforço conseguiram obter formações úteis, ou criarem negócios promissores.
Se todos, agindo individualmente, formos impondo mais dinâmica ao mercado, através de empreendedorismo, formação, brio e eficiência naquilo que fazemos, será criado um ciclo virtuoso de oportunidades que deverão ser aproveitados. Logo, se há pessoas a ganharem mais dinheiro, novas oportunidades nascem para outros oferecerem produtos para os primeiros comprarem, e assim sucessivamente.

Solução:
- Mais formação útil
- Mais empreendedorismo e focado na criação de bens que possam ser exportados e trazer divisas para o país (Resguardando-me ao expectável contra-argumento, eu acredito que se a entrada de divisas derivar de uma economia mais dinâmica, o crescimento económico superara a inflação que daí advir)
- Maior responsabilização individual e não na "Sociedade" que por muitas vezes tem as costas largas

3º Ponto - Ainda bem que fala nas pessoas que não tinham nada e que, devido ao seu esforço, mérito e ambição, criaram empregos e criaram riqueza para o país. Para mim esses são os maiores heróis nacionais. Infelizmente a admiração do povo português foge para cantores e jogadores de futebol.

4ºPonto - Como liberal, acredito no mérito. Como tal, fico enojado com conluios, corrupção, abuso de poder, roubos, etc.. Mas mais uma vez, isso é falta do ser humano não do sistema e, supostamente, são actos punido por lei.
Por outro lado, acho que cada um pode ter a liberdade de construir a sua fortuna, desde que de forma legal, e ter a escolha de dar o que quiser aos seus filhos. Eu quero ter essa LIBERDADE, agora as falhas na educação deles, voltando ao mesmo, não são claramente falhas do sistema mas sim do ser humano.

De Bruno Silva a 7 de Outubro de 2008 às 18:21
5º ponto - Se você fosse gestor de uma empresa, e a sua avaliação (que tem impacto no seu rendimento) derivasse da performance operacional desta, você não iria produzir para onde fosse mais barato? Talvez seja fácil dizer que não, mas se o seu emprego, ou o destino da empresa estivesse em risco talvez os valores de comunidade fossem ultrapassados pelos individuais. A diferença entre nós é que eu assumo que é essa a natureza humana, e que é legítimo. Da mesma maneira que você vai almoçar ao local onde lhe é oferecido o melhor rácio qualidade/preço para o que está disposto a gastar, o gestor não faz nada qu você não faça, simplesmente fá-lo mas com os serviços prestados pelos trabalhadores ao invés do almoço, das sapatilhas, dos televisores, etc...
Claro, que por uma questão de moderação social, e porque EXISTEM falhas inevitáveis de mercado, deve haver um proteccionismo razoável dos direitos dos trabalhadores.
A verdade é que esse tipo de decisões compromete (numa economia dinâmica apenas temporariamente) a estabilidade daquele número de trabalhadores, porém, após o funcionamento da concorrência e que de facto funciona na maioria dos casos (e é irresponsável dizer-se o contrário), toda a sociedade beneficia pois pode adquirir os mesmos produtos por um preço mais barato. Toda a gente se insurge contra essas desmobilizações e despedimentos, mas na hora de comprar, na hora que mexe no nosso bolso, são os produtos com melhores rácios qualidade/preço que escolhemos. Inicialmente a desmobilização poderá traduzir maiores lucros para a empresa mas isto é positivo pois estimula a procura por processos produtivos mais eficientes que em última instancia beneficiam o consumidor e com o passar do tempo e acção da concorrência o lucro voltará a taxas normais.
Quanto a exploração dos trabalhadores asiáticos, o que tenho a dizer é que se devem garantir os direitos humanos e as pessoas não deverão ser forçadas a trabalhar, agora se lá estão de livre e espontânea vontade é porque essas empresas ofereceram-lhes melhores condições do que o trabalho que tinham no campo. Aos nossos olhos continuam a serem péssimas condições, mas estão a construir um economia muito melhor do que a que tinham e, como mostram os números, com salários e nível de emprego a dispararem anualmente. Se bem que de uma forma desregulada e com sérios abusos à natureza, o que corresponde à concorrência desleal.
Se as sapatilhas cá são caras é porque alguém lhes dá valor e as compra de LIVRE vontade, este facto apenas traduz que as actividades de maior valor acrescentado não serão a produção mas sim a distribuição e o marketing.

6º ponto – Crise do Subprime – Esta crise deriva de outra falha humana. Os ensinamentos da economia de mercado dizem que as más estratégias operacionais das empresas resultam em punições do mercado a essas próprias empresas. Neste caso, os bancos que concederam crédito mau, arranjaram uma forma de ENGANAR os outros e verem-se livres das perdas que mereciam. Claramente existe uma falha de regulação e supervisão, porém espero que os culpados sejam julgados e punidos. Agora, não vou crucificar o capitalismo por uma ou outra falha esporádica, devemos sim é melhora-lo com novas regras.
Pessoalmente, não sou grande adepto da especulação, acho que todos os economistas e gestores que estão metidos nessa actividade seriam muito mais produtivos a trabalhar em empresas doutros ramos, porém é uma actividade que tem as suas vantagens e cada um é LIVRE de o fazer.


7ºPonto – Não confundo o capitalismo. O capitalismo é o sistema que possibilita as pessoas não só criarem valor com o seu trabalho mas também com o que é seu. Se em vez de irem de férias, comprarem um carro ou casa melhor, investirem em máquinas ou instalações que produzam valor, devem ser remunerados por tal. Ganham eles e ganha a sociedade com uma maior panóplia de produtos a preços viáveis.
De Bruno Silva a 7 de Outubro de 2008 às 18:29
Finalizo dizendo que compreendo que as gerações mais antigas cresceram numa sociedade em que esta noção de mercado e necessidade de formação não estava tão presente e que portanto hoje em dia deparem-se com situações de muito esforço e dificuldade. Porém os jovens têm menos desculpas pois hoje em dia a grande maioria dos jovens tem a possibilidade de ir para a faculdade. É porém necessário realizar escolhas acertadas e que vão de acordo com as necessidades do mercado, pois são essas as necessidades da população. Se todos o fizerem, a economia dinamizar-se-á e haverá mais dinheiro na segurança social para amparar os verdadeiros necessitados e não os preguiçosos ou pouco esforçados. Para além disso, poderá também amparar as vítimas da volatilidade do valor que falei anteriormente, sustentando-as enquanto ACTIVAMENTE procuram novos empregos ou adquirem formação útil.

O estado deve dar a cana e, em parceria com as empresas, ensinar a pescar ao invés de andar continuamente a distribuir gratuitamente o peixe que outros pescaram, porque as motivações de quem efectivamente pesca baixam e consequentemente o nível geral de peixes para todos também.

Acha justo uns pagarem, porque criam mais riqueza, mais impostos do que outros, e terem acesso exactamente aos mesmos direitos públicos. Porque, e ainda bem, somos solidários é pacífico e concordo com isso, mas será justo?? Pelo menos têm vantagens no mercado porque podem comprar outras coisas e serem recompensados pelo mérito que têm. Esta diferença é um estímulo para quem produz menos também produzir mais e todos ganharmos com isso.

Se quer atirar para o ar considerações sobre a minha pessoa eu ajudo-o. Como a grande maioria dos jovens portugueses tive a possibilidade de tirar um curso superior. Tirei o que jogava melhor com o meu perfil e vai de encontro com as necessidades do mercado. Tenho 22 anos e entrei, por mérito próprio, numa empresa que me paga um salário muito acima do que seria expectável para um jovem da minha idade e se produzo esse valor é porque A EMPRESA criou essa oportunidade para o mercado. A verdade é que trabalho em media 9 horas e meia por dia e mesmo assim saio para ter aulas à noite. Não foi por já ter um emprego estável que parei a minha formação e vou fazer outras coisas claramente bem mais aprazíveis. A minha avó com 70 anos e sem nunca ter mexido em computadores já a prendeu a enviar emails e fazer video chamadas sem ajuda de ninguém, acabe-se com o ditado de que "burro velho não aprende línguas" e assumam a formação contínua como algo basilar para a carreira.
Tive alguma sorte, é verdade, porém tive muito esforço, dedicação e escolhas ponderadas, e por isso espero ser recompensado. Muitos têm o direito de desfrutar mais a vida pessoal, ter um emprego e salário mais modesto e serem felizes assim. Tudo bem, estão no seu direito, mas a verdade é quem contribui mais para a sociedade é quem paga mais impostos, portanto reconheçam o valor dessas pessoas e não se ponham a exigir redistribuições em exagero sem que sejam por mecanismos de contrapartida de valor pelo outro lado.

"A necessidade aguça o engenho" e com isso todos ganhámos.
De Virgilio Alves a 9 de Outubro de 2008 às 00:55
Vou tentar ser sucinto:
Infelizmente e peço desculpa só tenho uns minutos neste adianto da hora.

Mas os mercados e as economias como se tem visto por estes dias, não podem correr soltas, e hoje já se vêem as nacionalizações de recurso, agora, o Estado não pode ser responsabilizado pelo jogo da especulação, o Estado não é somente uma instituição governativa, é o garante da estabilidade, da equidade e das valências públicas e sociais, como tal e respondendo pela providência das contribuições tem de assegurar a Saúde e o Ensino, tem de assegurar o acesso aos bens primários e regulamentar a actividade económica.
Há bens e serviços do foro privado e do foro estatal isto é: nós enquanto cidadãos não podemos colocar em mãos privadas, por melhores que sejam as intenções, um conjunto de bens serviços, pela simples razão que o objectivo de qualquer empresa privada é o de maximizar o lucro, assim, compromete-se o máximo de serviço, isto é e passo a explicar.
As comunicações, sem as quais nenhum estado pode sobreviver, o que hoje assistimos é o seguinte, um péssimo serviço, porque justamente o que interessa é não estar atrás do concorrente e obter o máximo de lucro. Quem paga esta factura, somos todos porque em vez de se comunicar mais, não estamos dependentes da margem de lucro, e depois o número de operadoras só encarece os custos médios. Mas para isso há que haver lugar ao monopólio Estatal, nunca privado, e não no sentido de empresa, se por exemplo existisse uma única companhia pública de comunicações móveis e terrestres, eliminava-se os custos com Staff e departamentos, marketing e publicidade e canalizavam-se os recursos num só objectivo o de oferecer o melhor serviço possível à população, eliminando os múltiplos serviços taxados, por exemplo: uma modalidade única de pré-pagamento e outra de pós-pagamento, e tendo em vista não o lucro, mas a margem de progresso. Mas não se pense que é de qualquer maneira, é necessário abolir os sistemas que permitem aos gestores dispor como bem entendem dos recursos e principalmente no que diz respeito a salários e obrigação de prestação de contas públicas e em caso de gestão danosa punir severamente.
Acho que há áreas exclusivas do estado e são os bens e serviços comuns e primários.
Saúde
Transportes
Energias (electricidade e petróleo e seus derivados)
Banca (Banca e Seguros)
Comunicação
Todos estes deviam ser aglomerados numa única instituição pública de acordo com os seus moldes.
P ex.:
Banca comercial
Banca de depósitos
Banca de investimentos
CP (tudo o que diz respeito a ferrovias)
EDP (EDP e REN)
Seguradoras Colectivas
Seguradoras Individuais
Seguradora Pública (de apoio emergente)
Transportes Nacionais
Empresa de comunicação pública (Telefone fixo, móvel, internet
RTP
SNS

Portanto imagine os recursos disponíveis em se poupar em inúmeros orgãos de gestão (por exemplo vários presidentes de empresa públicas similares) depois no marketing e publicidade, primeiro por serem muitas e depois por apenas existir uma única no ramo, não ser necessário a publicidade agressiva e dispendiosa.
Terminam as incompatiblidades entre diferentes empresas que só atrapalham no desenvolvimento de alguns projectos que cobrem diversas áreas e quem diz isto diz no entendimento entre elas, e na burocracia. E claro ao serem públicas o mais importante não é o lucro é a optimização do resultado sob pena de arcar com culpas em procedimento criminal por mau uso de capital público. Obviamente não se trata do estado controlar tudo, mas controlar o que é do foro comum. Agora outros negócios são obviamente privados como a indústria ligeira e de transformação.

E desenganem-se quem pensa que o capitalismo traz mais desenvolvimento, a economia planificada, por ser isso mesmo, planificada, traz muito mais desenvolvimento é necessário é culpabilizar aqueles que fazem mau uso e se aproveitam do posto que ocupam.

Em relação àqueles que não fazem nada, o Estado precisa de muitos empregados, porque não começar por aqueles que recebem o salário mínimo (ou sei lá como se chama agora) a terem de trabalhar, nas matas, nas ruas, nos serviços, se recebem esse apoio devem ser obrigados a trabalhar em troca dele, não é recusar o apoio é exigir trabalho comunitário em troca dele!

De D. R. S. a 11 de Novembro de 2010 às 23:18
O que me indigna é como o conhecimento se tornou hipócrita as pessoas, pois qualquer um tem a informação de como funciona o sistema, sabe quem o controla mas sempre estão a espera de alguém que os comande para uma vitória plena pois uma vitória parcial é desconsideravel de apoio, e é este acomodamento há espera da pessoa certa que da a sustentabilidade a esse sistema pois, enquanto a o acomodamento eles se fortalecem e aumentam suas manobras para desvincular a pessoa certa que iria comandar um reviravolta. É nisto que temos que nos basear, é esse o ponto fraco do sistema, a chegada do esgoto, a chegada que mecha com os sentimentos dos aclamados, aquela manobra que parece de um filme de guerra de antigamente que muda com toda a batalha, aquela jogada que era impossibilitada e impensada pelo opositor, este é o segredo, não esperem que o segredo pára se construir um novo mundo seja a vinda de uma mudança de cima para baixo, que comece por eles mesmo a sua própria destruição. Devemos nos destituir do sistema para conseguirmos destruí-lo, pois somente podemos mudar algo tão complexo se tivermos um entendimento amplo ou nesse caso quase que completo do sistema do Sistemab.
Não devemos ter medo do que vira, pois tudo que se é sonhado por varias gerações e idealizado por séculos pode ser incapaz de não ser tão útil quanto pelo menos destituir os grande do pode.
se hoje eu tivesse que deixar uma mensagem ela seri: SIM NÒS PODEMOS
nunca desista de sonhar pois só assim poderemos projetar idéias para idealizações
De Eleuterio a 25 de Março de 2011 às 13:32
Olá a todos!

Vale a pena ver o vídeo em anexo, para quem ainda não o viu. http://www.youtube.com/watch?v=QiY8QB1fNAY
Num momento em que o Governo português está demissionário e se aproximam eleições antecipadas, será útil reflectirmos sobre alguns aspectos cruciais:

1 - A conjuntura que se vive nos Estados membros da União Europeia é fortemente pressionada pelas políticas ditadas por um neoliberalismo selvagem e predador da esmagadora maioria dos respectivos povos que não são banqueiros, nem os principais protagonistas dos mercados financeiros que neste momento se arvoram em juízes das medidas tomadas pelos Governo em cada país.
2 - Em nome da necessidade de impor tais medidas, cortam-se rendimentos provenientes de salários e pensões.
3 - O recurso a tais medidas faz-se em nome da necessidade de reduzir o défice dos respectivos Estados membros. Mas um dos efeitos nefastos daquelas traduz-se na forte retracção da economia, pois, reduzidos os rendimentos das populações, reduz-se também o consumo e, como tal, a produção de bens e, concomitantemente, as próprias indústrias entram em crise ou mesmo em colapso.
4 - O efeito seguinte é o da redução ou mesmo supressão dos postos de trabalho e, por conseguinte, o do aumento do desemprego.
5 - Argumentam os fieis discípulos deste neoliberalismo que, para combater o desemprego, há que flexibilizar (ou seja, precarizar) as relações de trabalho, tornando-se mais fácil e mais barato despedir um empregado.
6 - No advento do liberalismo económico do século 19, com a exploração desenfreada das classes laboriosas, desencadeou-se aquilo a que Karl Marx veio a definir como «depauperização crescente», ou seja, crescente empobrecimento de quem trabalha.
7 - Reflectiu também aquele filósofo alemão o estatuto de quem vive exclusivamente do seu trabalho, designando tais personagens como proletários.
8 - Quando hoje em dia se utilizam tais conceitos ou nos referimos a Marx, tal serve bastas vezes para escarnecer de tais reflexões, conotando-as com posturas comunistas.
9 - Mas, independentemente de tais ferramentas conceptuais terem sido utilizadas (abusivamente ou não) por alguns regimes, o fundamental neste momento é reflectirmos seriamente sobre o estatuto da maior parte dos povos, relembrando: o facto de não usufruirem de outro rendimento senão o que resulta do seu trabalho.
10 - Posto isto, torna-se eventualmente mais nítido para nós que as medidas de restrição orçamental vividas no nosso e noutros países da União Europeia não só não defendem os interesses de quem vive do seu trabalho, como, pelo contrário, vampirizam literalmente os recursos de quem menos tem.

Por isso, em nome de todos os que estamos no mesmo "barco" que somos a maior parte de nós mesmos, dos nossos filhos e netos, combatamos quem realmente nos agride com medidas que empobrecem a nossa qualidade de vida, ainda que demagogicamente se proclame que o estão a fazer em nome de todos.
Esse combate travar-se-á em primeira linha nas mesas de voto. E aí há que reflectir seriamente sobre quem nos tem governado e qual a natureza das medidas adoptadas.
Alguns preconizam a constituição de um Governo de consenso partidário. Mas, no meu ponto de vista, no espectro parlamentar só pode haver um de dois tipos de consenso diametralmente opostos: um à direita e outro à esquerda. O primeiro engloba o PSD, o CDS e o próprio PS (independentemente de este último se auto-intitular de esquerda) que têm sido os exclusivos atores da governação deste país ao longo dos últimos 35 anos, com a agravante de fazerem parte dos tais fieis discípulos do neoliberalismo actualmente reinante. À esquerda, porém, os consensos têm sido mais difíceis. Mas, se os interesses que defendem são mesmo os do povo que dizem defender (e quero acreditar que sim), então está na hora esquecer questiúnculas de mero interesse partidário e privilegiar o que verdadeiramente os une.
Estou convicto que, se este "milagre" à esquerda tivesse lugar, muitos eleitores acreditariam ser possível dar a volta à situação e iniciar-se-ia uma dinâmica de combate com eventuais reflexos à escala europeia.
Alguns argumentarão que um Governo assumindo reais medidas de esquerda não seria tolerado pela União Europeia. Mas não creio que a UE expulse um Estado membro, pois, nesse caso, estaria a desco

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